Tricologia (queda capilar): quando a queda de cabelo é normal e quando investigar?
Perder cabelo faz parte do ciclo natural de renovação capilar. Mas quando a queda é intensa, persistente ou vem acompanhada de rarefação visível, é sinal de que algo merece investigação. A tricologia — área dedicada à saúde do cabelo e do couro cabeludo — é o caminho para identificar a causa e tratar com eficácia.
O que é a tricologia?
A tricologia é o campo da medicina que estuda as doenças e os distúrbios do cabelo, dos fios e do couro cabeludo. Envolve desde a investigação das causas da queda capilar (alopecia) até o tratamento de condições como seborreia, psoríase capilar e alterações no ciclo de crescimento dos fios.
Quanta queda capilar é normal?
O ciclo de vida de cada fio de cabelo passa por três fases: crescimento (anágena), transição (catágena) e queda (telógena). Perder entre 50 e 100 fios por dia é considerado dentro da normalidade. O que começa a preocupar é quando essa quantidade aumenta visivelmente, quando surgem áreas de rarefação no couro cabeludo ou quando a linha frontal recua.
Principais causas da queda capilar
- Alopecia androgenética — a causa mais comum, com predisposição genética. Nos homens, provoca a calvície em padrão típico; nas mulheres, rarefação difusa no topo da cabeça.
- Eflúvio telógeno — queda difusa e aguda, geralmente 2 a 4 meses após um fator estressante: parto, cirurgia, doença grave, dieta restritiva, estresse intenso ou deficiências nutricionais.
- Alopecia areata — queda em placas circulares, de origem autoimune. Pode afetar couro cabeludo, barba e outras áreas com pelos.
- Alterações hormonais — hipotireoidismo, hiperandrogenismo, SOP e mudanças pós-parto podem causar queda capilar significativa.
- Deficiências nutricionais — ferro, ferritina, vitamina D, zinco e biotina são os mais associados à queda capilar.
- Tração e procedimentos químicos — penteados muito apertados (alopecia por tração), alisamentos e colorações frequentes podem causar danos progressivos.
- Doenças do couro cabeludo — seborreia, psoríase e tinea capitis (fungo) podem comprometer o crescimento capilar.
Avaliação médica em tricologia
A avaliação começa por uma história clínica detalhada — quando começou a queda capilar, qual o padrão, histórico familiar, medicamentos em uso, hábitos alimentares e eventos recentes. O exame do couro cabeludo e dos fios, e quando necessário exames laboratoriais (hormônios, hemograma, ferritina, tireoide), permitem identificar a causa e direcionar o tratamento.
Opções de tratamento
O tratamento varia conforme a causa e o tipo de alopecia:
- Minoxidil tópico ou oral — um dos tratamentos mais utilizados em tricologia para alopecia androgenética, com boa evidência de eficácia.
- Finasterida e dutasterida — indicadas para homens com alopecia androgenética.
- Suplementação — correção de deficiências nutricionais quando identificadas.
- Tratamento hormonal — em mulheres com hiperandrogenismo ou SOP, o controle hormonal é parte do tratamento.
- Corticoides intralesionais — indicados na alopecia areata.
Quando buscar avaliação em tricologia?
- Queda capilar visivelmente maior que o habitual por mais de 4 a 6 semanas.
- Rarefação em áreas específicas do couro cabeludo.
- Recuo da linha frontal ou afinamento no topo da cabeça.
- Queda que começou após um evento de estresse, parto, doença ou mudança de medicação.
- Couro cabeludo com coceira, descamação ou lesões.
A tricologia cuida da queda capilar — e começa com o diagnóstico certo.
A Dra. Samara realiza uma avaliação clínica completa da saúde capilar e do couro cabeludo, e propõe uma conduta adequada ao seu caso.
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Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta médica. Dra. Samara Amorim — CRM 14931-PB.